11.30.2006
Reason
A razão por trás do ato. Ou o ato por trás da razão. A razão com sentido. E a razão sem razão. Existe muito mais por trás de qualquer palavra com "razão" do que qualquer um de nós poderia descrever. As vezes pensamos que entendemos os outros. Mas a tanto atrás de uma simples frase. Não fomos criados para entendermos o próximo. Desde pequeno aprendemos que um mais um é dois; que carro tem dois 'erres', que zero divido por algum numero é zero; que a segunda guerra acabou em 1945. Sempre temos uma linha a chegar, uma certeza, um caminho. Passamos cem por cento de nossa infância sendo ensinado que para tudo existe uma resposta, uma saída, um 'V' ou um 'F', um 'sim' ou um ?não?. Aprendemos assim. Como poderíamos olhar para os atos de nossos próximos e entende-los se não fomos criados para isso? Como compreender as milhares de maneiras que cada um tem de ver o mundo, que cada um tem de resolver os problemas, ou de levar certas coisas como problemas, enquanto outras simplesmente nem as vêem? É fácil perceber que nunca entenderemos a falta de credulidade de um ateu, ou a extrema fé de um católico; enquanto um velho fica louco por causa da saia acima do joelho ,o jovem põe o seu quinto piercing na cara. Existe muito mais além da razão. Além da resposta. Eu poderia expor aqui, todas as razões de cada ato que fiz em minha vida; explica-las detalhadamente, cientificamente, filosoficamente e racionalmente para todos. E ainda assim vocês não saberiam nada. Absolutamente nada do que realmente eu quis com cada ato de minha vida. Existe uma razão atrás da razão que existe bem ao fundo de cada ato. Uma razão especial, as vezes relacionada a uma pessoa, as vezes a sua fé, as vezes por sua consciência. Como nós, que fomos feitos para "não entendermos" o próximo, poderíamos compreender essa questão tão ínfima de perceber, e que no final faz toda a diferença? Ninguém nunca saberá porque fiquei calado uma certa vez, ou porque gritei tanto aquela outra. Mas lá havia uma razão atrás da razão. Tão pequena, mas que fazia toda diferença. Algum dia alguém perceberá? Talvez... Algumas pessoas podem perceber raramente esses traços de razão obscura. Mas somente se forem de certa maneira, intimamente ligados a essa pessoa. Se de fato, conseguirem o que não foram feitos a fazer: COMPREENDER.

Posso contar toda minha vida agora mesmo, e ainda assim , não saberá nada sobre ela...




"Me desculpe!
Pelas coisas que fizemos e deixamos de fazer,

Perdoe-nos; os tolos que correm em frente sem nenhuma pista,
Eu me desculpo,
Por favor, perdoe-nos,

Por essa humana falta de humanidade,

Essa falsa evolução
Essa tragédia chamada 'homem',
...chamada 'homem'..." Pain Of Salvation - Nihil Morari

Escrito por Patric Dexheimer as 2:07 PM | 3 Comentários

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11.15.2006
Free

"... ele corria atrás de todas borboletas que encontrava pelas matas, somente para admirar o bater de asas magnífico que as mesmas tinham durante seu vôo. Estava morando perto de um pequeno bosque e assim podia ir atrás de suas preciosas borboletas sempre que desejasse.

...mas sua vontade era maior. Incontrolável. Precisava vê-las de perto, precisava tê-las a qualquer custo. Sempre. E lá ele foi, com uma rede para pega-las, através do bosque. Quando pegou uma foi correndo para casa, a trancou um viveiro e ali parou para observa-la: - Vamos borboleta! Mostre sua majestade! Batas suas belas asas azuis e cinzas para min. - E o jovem esperou. Porém para sua supressa ela simplesmente encolheu as asas e ficou em seu canto, imóvel.

...ele continuou, durante dois, três, quatro dias observando-a em seu viveiro para que ela mostra-se sua beleza a ele. Nada. No quinto dia a borboleta morreu em tédio sem nem ao menos mostrar uma parte de suas asas para seu algoz.

...mas o jovem era insistente. Lá pelo bosque ele estava novamente atrás de uma nova borboleta. Essa era amarela e preta. - Certamente essa se exibirá para min! - dizia enquanto corria para casa com ela em sua rede. Ele simplesmente não acreditou. A borboleta novamente se encolheu em seu canto e nada fez.

... ele esperou. Esperou. Ao fim do sexto dia a borboleta se encontrava morta novamente, e nem mesmo um traço de sua beleza pôde ser vista.

...- Não pode ser, porque fazem isso? - falava sozinho o jovem enquanto se dirigia ao bosque com sua rede apoiada nos ombros mais uma vez. Desta vez era num tom de cinza-prateado sua vítima. E ao sétimo dia ela morreu.

...Desesperado ele foi ao bosque, e durante um dia inteiro buscou borboletas. Montou um enorme viveiro, e lá colocou tantas quantas ele pode capturar em sua rede, todas juntas. Dezenas, quase centenas delas. Quase que como mágica, ou melhor, como maldição, todas elas fecharam suas asas, e assim ficaram, durante todos os dias, até que a morte veio busca-las.

...Pegou novamente várias delas. Quando chegou em casa olhou bem para todas. Nunca poderei ver a beleza de vocês, não é verdade?, pensava o Jovem vendo a aflição das borboletas enroladas pela rede. - Pois vão, e não voltem mais! - falava ele, enquanto soltava todas novamente para a liberdade.

...- Isso é ridículo! Um complô! Malditas borboletas, nunca mais quero ver uma na frente, matarei todas! - Pensava alto o jovem, enquanto arrumava seu quarto. O sol caia belo no horizonte quando decidiu sair. Fechou com tanta força a janela de seu quarto enquanto saia que a mesma voltou a abrir...

...enquanto pela porta da frente o jovem saia de casa, pela janela de seu quarto, os últimos raios de sol se fundiam com as milhares de asas de borboletas que rodopiavam alegres pelo lado de fora de seu quarto, criando um extraordinário efeito cromático, que só poderia ter sido visto uma vez, e somente porque elas puderam ser o que de fato são: Livres." By Me








...is it, the ambition of the man, that makes the hidden phrase of my site be so true and painful...

Escrito por Patric Dexheimer as 2:13 AM | 2 Comentários

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11.06.2006
Butterfly
"...E a pequena borboleta pousou suavemente à beira do precipício...
e foi lá que ela viu, despedaçando-se,
lá em baixo
lá no fundo
um coração...
mas, a uma certa altura, o coração parou de rolar. Ele se levantou, bateu a poeira com as mãos, e, novamente
caiu de joelhos.
Foi então que ele viu, no meio das negras pedras,
Uma flor. Minúscula, sôfrega.
Ela se inclinava em direção à escassa luz que havia
No fundo daquele precipício.
Uma lágrima rolou daquele coração ? não pela sua dor ?
Mas porque ele sabia que ela, aquela pequena vida,
Nunca alcançaria a luz. E outra caiu, porque ele viu
Que ela jamais desistiria.
Rebuscou algo nos bolsos, mas nada satisfatório aparecia.
Mas, de repente lembrou-se da algo que possuía
Algo de valor, muito importante. Era uma lembrança.
Uma lembrança triste, mas muito brilhante.
Então ele apoiou a lembrança num certo ponto do penhasco
E a luz, refletida, incidiu na pequena flor.
Ela, por sua vez, desabrochou mostrando que aquele momento;
Aquele momento era o que buscara a vida toda.
O coração aspirou aquele perfume único, levantou
E começou a escalar as íngremes paredes.
Ele alcançou, então, o lugar de onde caíra.
E ele nunca pareceu tão bonito.
O coração sentou-se à beira do precipício e percebeu
Que ele já não era tão escuro nem tão solitário.
E olhou para a pequena borboleta e começou a falar:
"Quando caímos, a única coisa que conseguimos ver são as coisas que estão caindo;
não enxergamos os que caem conosco. Quando estamos lá embaixo e paramos para avaliar a situação, então vemos que, além de não sermos os únicos, há situações piores. Mas todo mundo já sabe disso. Só não sabem que, se você estender a mão, por pior que esteja, a recompensa consegue valer mais do que você poderia supor".
"E qual foi a verdadeira recompensa, coração?" disse a borboleta.
"Eu percebi que não era verdade que a flor nunca alcançaria a luz. Mas que ela nunca a alcançaria SOZINHA. E, mais que isso, que às vezes devemos abandonar lembranças tristes da nossa vida para que possamos iluminar a vida dos outros, e a nossa também".
Ele se levantou e seguiu seu caminho com uma luz diferente nos olhos. Estava renovado.
A pequena borboleta desceu o penhasco ziguezagueando até a flor; pasma ficou quando não a encontrou.
E viu que, então, o coração havia conseguido superar a queda por mérito próprio, e, mesmo assim, compartilhou com ela seu aprendizado. O insetinho sorriu, benevolente, e voltou à superfície.
Então, a pequena flor, abraçada naquela triste lembrança, se desfez."

By Sacerdothyza
Escrito por Patric Dexheimer as 2:00 PM | 2 Comentários

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Idade: 24 Anos
Cidade: Guaporé/RS

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