8.01.2006
Me, The Nightmare

"Eu me sinto paralisado. O rosto de Lia apresenta uma fantasmagórica palidez. È perto da meia-noite, e somente alguns parentes estão aqui comigo, velando essa pobre moça que morreu de forma trágica e bizarra.

Apertos minhas mãos com força... as memórias custam a chegar... e temo que morreria com elas se pudesse... De qualquer maneira minha alma já se foi faz pelo menos um século.

A noite promete uma chuva calma, para que a alma de Lia possa chegar mais tranqüila ao céu... Seus pais me olham com estranheza. Creio que nunca me viram antes... e talvez nunca mais verão... mas precisava dar um último adeus a Lia. Fecho os olhos e quase rezo para o que eu lembre seja bom... ou seja mentira... Ainda assim as memórias estão enevoadas...

Olho para fora e vejo um homem, com capa negra, e aparentemente fraco. Ele cambaleia desnorteado, e segue em frente. Minha visão o acompanha. Logo a frente há uma mulher com um belo vestido vermelho, muito sedutora, que conversa com suas amigas. O homem pára e olha para ela como que calcula-se o que fazer com aquela adorável dama da noite... Ele tira a capa, e seus olhos fervem em fúria. As mulheres mal o percebem quando ele da um grito e um pulo monstruoso na direção delas. As mulheres, também gritam e correm, porém o vestido justo da mulher de vermelho faz com que ela dê um passo maior que deveria, e ela caí. Ela olha para os cotovelos machucados e olha para cima. O homem tem uma presença absolutamente aterradora, e ela grita com tanta força que sua voz quase não sai de sua garganta. Contra qualquer coisa real que a mulher tenha visto, garras saem dos punhos do homem. Um golpe. Um único golpe acerta no meio da barriga da mulher. O sangue jorra com força, assim como as entranhas da mulher que se espalham pela calçada. Seus gritos se silenciam, e em seu lugar somente há um homem que bebe todo o sangue que dela jorra, e o sangue que preenche a calçada junto com suas tripas. Quando sua fúria se satisfaz ele corre para um beco, e some, exceto pelas marcas de sangue e um corpo mutilado que decoram um beco não muito famoso.

Não até ontem. As autoridades ouvem histórias absurdas de um homem-vampiro, que sugava o sangue da vitima durante o assassinato. Isso foi o que li hoje cedo. Também li uma vez, que um vampiro, fica louco quando deixa de beber sangue por muito tempo. Ele destrói tudo em sua frente, somente para que sua sede seja satisfeita. "Que bobagem!", pensei quando li isso pela primeira vez. Infelizmente é real.

Sou um vampiro há quase dois séculos. Uma lágrima caiu de minha face. Ela é somente um poder meu, pois os de minha raça não podem mais chorar, e pouco sente sobre os outros. Mas gosto de lembrar um pouco das lágrimas. Pois, se pudesse, derramaria todas as lágrimas guardadas durante meus duzentos anos de imortalidade, se tive-se matado a única pessoa que consegui amar em toda minha não-vida. Agora é tarde... meu amor... Lia..."

By Me
Escrito por Patric Dexheimer as 10:58 PM

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