11.24.2015
Nothing left.
O Corajoso
e o covarde.
O Forte
e o fraco.
O Certo
e o errado.

Todos eles caem na mesma trama. No mesmo esquema.
Ondas crescem e nos derrubam incessantemente neste mar de dores e lágrimas,
de sangue e escuridão que permeia a teia de nossas vidas.

Todos os mestres, esperam do outra lado da vida,
pelo lamento de seus pupilos. Pelas perguntas nunca respondidas.
Pelo excesso de sofrimento que corroem nossa carne, a todo segundo
e só cessam em morte.

Todos eles caem na mesma vala.
Todos serão esquecidos.

Do que serve tudo isto então?

Talvez a morte seja ainda um nível maior de dor.
Num ciclo de planos o qual nossa vida é simplesmente uma personificação,
de todo esse horror.

Somente uma catarse para o Deus da Agonia.
Somente um pedaço de carne, esperando suas mil vidas de falta de sentido.
De excesso de sofrimento.
De buscas que nunca poderão ser terminadas.

E essa é nossa vida.
E isso é tudo que nos resta.


"Maybe it's not enough
Maybe this time it's just too much
Maybe I'm not that tough
Maybe this time the road is just too rough"
Escrito por Patric Dexheimer as 8:35 PM | 0 Comentários

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11.05.2015
Footnotes
Day after day
Nothing's changed you're far away¹

But I need you to know that I can't sleep anymore
By the nights²

Night after night
The stars are shining so bright³

Though our pain is larger than the universe tonight⁴
I want you to know I can't sleep anymore
By the nights
By the nights

Day after day I want you to say
That you're mine
You are mine(5)


¹    Você agora longe de minha visão
Mesmo que o dia venha as flores morrerão
Tuas lágrimas escorrem sem direção
E minha vida amarga jamais sairá do chão.

²    Não posso mais dormir em paz
Nada me contentaria - jamais
A noite somente a dor trás
Me sinto completamente incapaz.

³    E esta noite, de céu infinito
Abaixo desta lua negra - as maldições eu repito
As estrelas lembram desta alma vazia
Vivendo somente do que a dor lhe trazia.

⁴    Amargo me faço em pedaços
Em pranto lamento dos passos
De todas as noites mal dormidas
De todas as paixões - destruídas.

(5)    Sobra então a existência dissolvida...
mas eu imploro: traga novamente a alegria vivida
E esta lembrança para sempre eu cantaria
Que numa vida sem tí jamais existiria.

Escrito por Patric Dexheimer as 9:20 PM | 0 Comentários

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10.24.2015
Life Room - End
"Everyone I know seems to be broken inside"

Porque é sempre desta forma?
Jogamos fora nossa vida, nossas emoções, nossa esperanças.
E justamente no momento em que alcançam seu zênite.
Mais uma vez, neste quarto vazio, ocupado pelos intermináveis pesadelos em forma de tenebrosas sombras vividas.
Me sinto mais uma vez como o mártir que foi para o fuzilamento, sabendo que sua vida não o conduziria para lugar nenhum a não ser a este lugar, a esta morte.
Feliz por ter vivido aquilo que queria mas triste por não ter mais uma chance, triste pela vida
escolher traçar esses caminhos sombrios, sempre interrompidas no seu mais brilhante momento.

Nós podemos mudar?
Porque estou aqui de novo?
Revendo esses terríveis pesadelos neste quarto imundo?

Eu estava feliz. Vivo de verdade.
O que houve para estar tão atordoado, tão vazio da Vida novamente?
Eu tinha encontrado a felicidade. Eu tinha encontrado o amor, aquela visão platônica perdida nos mundo oníricos que tentamos tanto alcançar.
E não era somente um sonho.

Era Real.
Eu tinha encontrado aquilo que ocupa as páginas e páginas dos filósofos, poetas, o qual nunca conseguem alcançar, e que mesmo quando o fazem ,nunca conseguem transformar em palavras que façam qualquer jus ao real significado, ao real sentimento.
Ao Real.

Mas eu tinha medo.
Medo das estações pela qual minha alma passa.
Medo de machucar alguém que era tão importante para mim.
Tinha certeza de que meu amor não seria suficiente.
Que tudo que tentasse seria em vão.
Que todo meu esforço jamais traria a felicidade necessária para poder estar ao lado dela.

Eu tinha que dar a chance para que ela pudesse ser feliz.
As estações vieram.
E eu a deixei.

Deixei esperando que o monstro que viria de dentro não a destruísse por completo.
Que não fosse consumido pelas sombras que eu gostaria de manter escondida.
Mas isso não aconteceu.
Tentando livra-lá do mal em mim, eu acabei deixando toda a escuridão entrar, consumir toda essa felicidade, esse amor, essa chance que parecia perdida a eras.
Por um instante achei que tinha feito a coisa certa.
Mas tolo, falhei miseravelmente.
Eu fiz exatamente o que eu não deveria ter feito.

Estava cego.
O medo de machucar causou a pior das lacerações, a pior das maldições.
O Vazio.
Pensei, não por muito tempo, que estava certo, que tinha que manter forte minha decisão.
Mas os pesadelos são implacáveis.
E o ego foi despedaçando.
E minha visão e tristeza retornando.

O que foi que eu fiz??

Fiz o exato oposto de tudo que gostaria tanto de evitar.
Jurei que desta vez construiria a felicidade que tanto procurávamos.
Que seriamos verdadeiramente invencíveis sobre essas ondas da realidade.
Porque esta maldita escuridão me fez esquecer destes detalhes tão importantes?
Eles eram a essência que restava neste corpo perdido...

E então, deixei essas duas almas vagando no espaços vazios da existência.
Sem esperança, sem sentido, sem felicidade, sem amor.

Em meu medo, ego e cegueira, não notei o quando tinha mudado.
O quanto esse sentimento pôde construir dentro de mim.
E o quando eu pude mudá-la também em troca.

Esqueci do primordial, do detalhe mais importante de nossas vidas, que resolveria esta maldita estação maligna que recorrentemente escurecia nossas vidas.
Mas olhei tolamente para o sol e cego esqueci justamente daquilo que nos mantinha vivos.
Esqueci que ao meu lado tinha alguém que me amava de verdade.

E isto teria mudado tudo.

Venceria qualquer medo. Qualquer problema. Qualquer estação.

E agora quebrei com a única parte que havia verdadeira em mim.
E machuquei a única pessoa que importava.

Eu não me arrependo de nenhum dos meus erros em vida.
Eles construíram tanto, me levaram a tantos lugares. Mesmo as piores dores me ensinaram tanto.
Mas este, em especial, eu não queria ter cometido.
Este é o único que não faria novamente.
Pois esse não me levou a lugar algum.
Exceto...

A dor.
O vazio.
E pior que a minha dor, o meu vazio, era saber que...
O vazio,
A dor,
Eram muito, muito pior para ela.

Maldita carne que se enche de cicatrizes,
e somente obscurece ainda mais a alma.

Maldito quarto empoeirado,
forrado de pesadelos que não pude evitar.


I'm the Greatest Fool of All.
I'm so sorry.
I miss you.
Goodbye.



Escrito por Patric Dexheimer as 11:23 PM | 0 Comentários

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7.28.2013
Milady.
Que desalentos essa eterna noite ainda tem por mostrar?
Faltaria apenas uma canção para que escutar, e toda eternidade teria para descansar, finalmente.
E você milady, porque estás perdidas nessa escuridão, nesta última sombra que não morreu nestes dias de sol e ilusão?
Porque perdes teu tempo comigo, uma alma que não está nem pertencendo a este plano de existência, nem vagando, nem mesmo assombrando a pobre vida destes mortais sem rumo.
Eu sinto você, sei das noites que olhava os quadros pendurados, esperando que suas essências tomassem vida e lhe dissessem aqueles segredos que você tanto procurou.
Sei das noites que nada mais importava, que a solidão de simplesmente 'ser' superava até mesmo a  terrível e inexplicável não-existência.
E agora, milady?
Vai dar o passo profundo na terra das almas vazias?
Vai ferver o sangue em busca do prazer de estar viva, mais uma vez?
Eu estou aqui. Esperando para segurar tua mão, para estender teus desejos, e nunca mais deixa-los cair novamente.
Mas quem sou eu?
Um principiante, perdido na mais breve das noites, tremendo ao mais leve dos ventos e me ajoelhando a imponente lua, que sempre está, assim como todos os sonhos mortais, reluzente e inalcançável.
O que restá de mim?
O que mais tenho, que ainda pode ser perdido?
O que farás dos restos perdidos desta pobre alma, milady?
Se não lhe restar forças, simplesmente ajoelha-te e chore comigo, enquanto a dama negra nos leva para o fim.


"Escute essa voz, veja este homem, de pé na tua frente, sou somente uma criança, presa no corpo de um homem."
Escrito por Patric Dexheimer as 6:59 AM | 0 Comentários

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8.13.2009
Chalice Of The Void
“Mistério. O que significa essa palavra? Seria algo contado pelos sábios através de palavras de poder e escrituras perdidas? Uma visão da Deusa revelada somente as vistas escolhidas pela Própria? O mais requintado dos gostos? Ou o mais inebriante dos cheiros? Ou ainda o cantar da mais hipnotizante das ninfas? Seria mesmo Merlin o portador de tanto mistérios quanto ele parecia aparentar? Eu não sei...
A busca pelo cálice ficou conhecido como ‘A procura por Deus’ por alguns, e como ‘A caçada Maldita’ por outros. Mas eu estava lá, e vi! Galahad segurou-o por 3 segundos, e tombou como se nunca houvesse uma centelha de alma em seu corpo. A maioria dos homens fugiu temendo a morte, mas fiquei chocado por alguns instantes antes de segui-los. Mas obviamente não pelo defunto. Qual o Mistério que Galahad teve ao encostar no Santo Cálice? Teria sido uma sensação da superfície do cálice que o matou? Talvez o cheiro do suposto sangue sagrado de Cristo ainda impregnado em seu fundo. Eu acho que sei o que foi. Lembro-me bem de sua superfície lustra, quase como se tivesse sido recém forjada. Cintilava o brilho do sol a todos presentes. Galahad olhou bem o reflexo perfeito e convexo de sua superfície e viu seu próprio reflexo. Para mim, esse cálice mostra a essência da pessoa que ousar fixar seus olhos nela! Esperando ver a maior verdade de seu Deus, ele viu a si próprio, e nada pode ter sido pior que enxergar a parte podre de todos nós refletida na mais pura das obras de Deus! Esta visão foi seu fim. Esta mistura nada homogênea de divino e humano foi insuportável a seus olhos. Não senti pena, pois isso me faz crer que ele escolheu seu destino. Não ouso tentar descobrir a escuridão contida em seu coração para que um simples cálice resultasse nisso. E não ousei também encostar em tal. Tenho medo do que posso ver. E tenho um mistério maior a descobrir com meu pai antes de encarar esse reflexo dos ‘campos da verdade’ de minha Deusa. " Diário de Sir Mordred, 539 d.c.
Escrito por Patric Dexheimer as 7:03 PM | 1 Comentários

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Nome: Patric Dexheimer
Idade: 24 Anos
Cidade: Guaporé/RS

"Torna-te aquilo que és"

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