10.24.2015
Life Room - End
"Everyone I know seems to be broken inside"

Porque é sempre desta forma?
Jogamos fora nossa vida, nossas emoções, nossa esperanças.
E justamente no momento em que alcançam seu zênite.
Mais uma vez, neste quarto vazio, ocupado pelos intermináveis pesadelos em forma de tenebrosas sombras vividas.
Me sinto mais uma vez como o mártir que foi para o fuzilamento, sabendo que sua vida não o conduziria para lugar nenhum a não ser a este lugar, a esta morte.
Feliz por ter vivido aquilo que queria mas triste por não ter mais uma chance, triste pela vida
escolher traçar esses caminhos sombrios, sempre interrompidas no seu mais brilhante momento.

Nós podemos mudar?
Porque estou aqui de novo?
Revendo esses terríveis pesadelos neste quarto imundo?

Eu estava feliz. Vivo de verdade.
O que houve para estar tão atordoado, tão vazio da Vida novamente?
Eu tinha encontrado a felicidade. Eu tinha encontrado o amor, aquela visão platônica perdida nos mundo oníricos que tentamos tanto alcançar.
E não era somente um sonho.

Era Real.
Eu tinha encontrado aquilo que ocupa as páginas e páginas dos filósofos, poetas, o qual nunca conseguem alcançar, e que mesmo quando o fazem ,nunca conseguem transformar em palavras que façam qualquer jus ao real significado, ao real sentimento.
Ao Real.

Mas eu tinha medo.
Medo das estações pela qual minha alma passa.
Medo de machucar alguém que era tão importante para mim.
Tinha certeza de que meu amor não seria suficiente.
Que tudo que tentasse seria em vão.
Que todo meu esforço jamais traria a felicidade necessária para poder estar ao lado dela.

Eu tinha que dar a chance para que ela pudesse ser feliz.
As estações vieram.
E eu a deixei.

Deixei esperando que o monstro que viria de dentro não a destruísse por completo.
Que não fosse consumido pelas sombras que eu gostaria de manter escondida.
Mas isso não aconteceu.
Tentando livra-lá do mal em mim, eu acabei deixando toda a escuridão entrar, consumir toda essa felicidade, esse amor, essa chance que parecia perdida a eras.
Por um instante achei que tinha feito a coisa certa.
Mas tolo, falhei miseravelmente.
Eu fiz exatamente o que eu não deveria ter feito.

Estava cego.
O medo de machucar causou a pior das lacerações, a pior das maldições.
O Vazio.
Pensei, não por muito tempo, que estava certo, que tinha que manter forte minha decisão.
Mas os pesadelos são implacáveis.
E o ego foi despedaçando.
E minha visão e tristeza retornando.

O que foi que eu fiz??

Fiz o exato oposto de tudo que gostaria tanto de evitar.
Jurei que desta vez construiria a felicidade que tanto procurávamos.
Que seriamos verdadeiramente invencíveis sobre essas ondas da realidade.
Porque esta maldita escuridão me fez esquecer destes detalhes tão importantes?
Eles eram a essência que restava neste corpo perdido...

E então, deixei essas duas almas vagando no espaços vazios da existência.
Sem esperança, sem sentido, sem felicidade, sem amor.

Em meu medo, ego e cegueira, não notei o quando tinha mudado.
O quanto esse sentimento pôde construir dentro de mim.
E o quando eu pude mudá-la também em troca.

Esqueci do primordial, do detalhe mais importante de nossas vidas, que resolveria esta maldita estação maligna que recorrentemente escurecia nossas vidas.
Mas olhei tolamente para o sol e cego esqueci justamente daquilo que nos mantinha vivos.
Esqueci que ao meu lado tinha alguém que me amava de verdade.

E isto teria mudado tudo.

Venceria qualquer medo. Qualquer problema. Qualquer estação.

E agora quebrei com a única parte que havia verdadeira em mim.
E machuquei a única pessoa que importava.

Eu não me arrependo de nenhum dos meus erros em vida.
Eles construíram tanto, me levaram a tantos lugares. Mesmo as piores dores me ensinaram tanto.
Mas este, em especial, eu não queria ter cometido.
Este é o único que não faria novamente.
Pois esse não me levou a lugar algum.
Exceto...

A dor.
O vazio.
E pior que a minha dor, o meu vazio, era saber que...
O vazio,
A dor,
Eram muito, muito pior para ela.

Maldita carne que se enche de cicatrizes,
e somente obscurece ainda mais a alma.

Maldito quarto empoeirado,
forrado de pesadelos que não pude evitar.


I'm the Greatest Fool of All.
I'm so sorry.
I miss you.
Goodbye.



Escrito por Patric Dexheimer as 11:23 PM | 0 Comentários

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Nome: Patric Dexheimer
Idade: 24 Anos
Cidade: Guaporé/RS

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